18 de out de 2007

Estes é que a levam direita!

Tesourinho deprimente 14/10

A liberdade que temos...

17 de out de 2007

Enquanto isso a noite cai em Lisboa

Xutos & Pontapés - Pêndulo

Colecção de Bloopers







Kalashnikov - Warriors of the Hezbollah (live@ FARO)

Tele-Escola para Politicos

Zé Diogo #5

16 de out de 2007

Tele-Rural 16/10

Quem manda na RTP?

Com a devida vénia ao autor original do texto, aqui vai disto:

Os acontecimentos mais recentes que envolveram a RTP, José Rodrigues dos Santos e o Público, com troca de acusações, processos disciplinares, são mais um lembrete da condição de servidão da RTP ao Governo. O presidente do conselho de administração fala do que aconteceu na sua "empresa" e com o seu "empregado", como se estivéssemos perante um mero problema laboral. A linguagem é enganadora porque se se trata de uma "empresa" então a cadeia hierárquica é outra, começa no verdadeiro presidente do conselho de administração, José Sócrates, primeiro-ministro; no administrador executivo, Santos Silva, ministro; e quando se chega ao topo da RTP estamos mais ao nível do director-geral, que depois decide as chefias mais abaixo, incluindo o cargo crucial de director de informação. Esta "empresa" não está no mercado como as outras, não depende da banca, nem dos accionistas, nem da bolsa, pratica concorrência desleal porque a sua existência depende do dinheiro do contribuinte distribuído generosamente pelo Orçamento de Estado, para garantir uma função que tem directa relevância para o poder político e é por ele controlada. A RTP é caríssima, mesmo em tempos de vacas magras como os de hoje, recebe uma fatia de dinheiros públicos pura e simplesmente gigantesca, o que revela bem o carácter estratégico da sua "posse" pelos Governos.



Este conflito da "empresa" com o seu "empregado" José Rodrigues dos Santos volta de novo a colocar a questão mais sensível que afecta a RTP e, por contágio, todo o resto do sistema de comunicação social do Estado, em particular a RDP, que é menos escrutinada, mas que suscita os mesmos problemas da RTP. Consultando uns recortes que tenho guardados pro memoria numa pasta que diz RTP, vejo sem surpresa que muitos dos seus títulos de antigamente podiam encimar as notícias de hoje sem qualquer alteração. Em 1974, 1975, 1976, 1977, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1983, 1984, 1985, 1986, 1987, 1988, 1989, 1990, 1991, 1992, 1993, 1994, 1995, 1996, 1997, 1998, 1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004, 2005, 2006 e 2007, ou seja, desde o século passado até aos dias de hoje, a que se podia acrescentar a RTP salazarista-caetanista, ou seja, desde a fundação, há 50 anos, e poupo-vos da lista de anos anteriores ao 25 de Abril, que as polémicas envolvendo a RTP dizem respeito ao seu controlo pelo Governo, à sua informação governamentalizada, ao seu papel como instrumento de propaganda, como "aparelho ideológico do Estado".



Um exemplo entre muitos do tipo de problemas que envolvem a relação entre o poder político e a RTP: conflito entre trabalhadores da RTP e António Costa, então ministro, em Abril de 2001.

Sabendo-se tudo isto, só se pode concluir que deve haver aqui um pequeno problema estrutural, que passa todas as conjunturas e todos os Governos, não é? Claro que há e esse problema estrutural é a posse pelo Estado, logo pelo controlo governamental, de órgãos de comunicação social. Se isso teve uma justificação histórica nalguns países europeus, nos anos 50, 60 e 70, essa justificação já está há muito ultrapassada quando a evolução tecnológica e a massificação das audiências tornaram a televisão um negócio lucrativo e diversificaram as suas plataformas de modo a fornecerem (pelo cabo, pela Internet) todo um conjunto de opções televisivas plurais e baratas. A manutenção de televisões do Estado, mesmo que já sem monopólio como durante muitos anos aconteceu, é uma sobrevivência do tempo em que fazer e transmitir televisão era difícil e caríssimo, e se justificava que os Governos tomassem a iniciativa de oferecer esse serviço. Mas de há muito que a renitência de vários Governos europeus em não quererem largar a mão das suas televisões "públicas" só tem razões políticas e ideológicas. As primeiras têm a ver com a manutenção de órgãos de informação com agendas que o poder político controla, a segunda, porque socialistas e comunistas defendem um controlo do Estado do espaço público, considerando que a lógica empresarial privada perverte esse espaço e é "moralmente" inferior.

A solução para este tipo de conflitos de 1974, 1975, 1976, etc., etc., é só uma e só depende da vontade política: privatizar a RTP, acabar com a comunicação social pública, que não é uma função que incumba ao Estado, bem pelo contrário, e garantir de outros modos aquilo que se considera ser serviço público, meios mais baratos, mais eficazes e acima de tudo menos manipuladores. Ter "serviço público" não é sinónimo de ter canais "públicos" nem televisão "pública". O "serviço público" não justifica a existência da RTP.

Contrariamente ao que dizem os defensores da televisão pública, não existe nenhum problema técnico inultrapassável, nem nenhuma complexidade essencial: uma vez definido um "serviço público" mínimo (ou até, se quiserem, numa fase de transição, máximo), este pode ser contratado com as televisões privadas a preços infinitamente inferiores ao que custa manter a pesada estrutura da RTP, e sem qualquer prejuízo do telespectador. É interessante ver que, quando se fala da privatização da RTP, há todo um clamor sobre a insuficiência do mercado publicitário para sustentar mais canais televisivos, como se os seus defensores fossem muito sensíveis à saúde do mercado privado, embora se saiba que há candidatos para comprar esses canais. Ao mesmo tempo, a RTP pratica uma concorrência desleal pagando preços exorbitantes para manter o futebol, concursos, séries e outras pièces de résistance destinadas às grandes audiências que são canalizadas para os telejornais.

Depois aparece sempre o argumento dos canais como a RTP Internacional, África, Memória, etc. Os canais especializados podem ser privatizados à parte, e, mesmo que, nos contratos a fazer com privados, as suas actividades se mantenham fortemente subsidiadas, é possível manter os canais que exercem funções de "negócios estrangeiros", e que não são propriamente órgãos de comunicação, como a RTP África. Há mil e uma soluções possíveis para se manter o que é efectivamente "serviço público", mesmo que se aceite uma definição extensiva desse "serviço", sem que o Estado (e o Governo) mantenha órgãos de informação sob o seu controlo, nem o modelo da RTP.

Para além disto tudo, com a televisão a mudar tecnologicamente, não há razão para que o Estado, tão cioso de gastar milhões na sua televisão, não os possa gastar para democratizar o acesso ao cabo e à rede, diminuindo a dependência das emissões de sinal aberto e valorizando as opções plurais dos telespectadores, mantidos sob a hegemonia das televisões generalistas, nas quais a RTP não faz muita diferença da SIC e da TVI. Nada disto, insisto, é impossível, nem sequer muito complexo, exige apenas vontade política, que é o que falta.

Esta mudança não virá do PS e, como as coisas estão, também não virá do PSD. O PS opôs-se à privatização de toda a comunicação social do Estado, se dependesse do PS o Diário de Noticias ainda seria do Estado, e opôs-se ao fim do monopólio da RTP e à criação dos canais privados. O PSD tem oscilado, a ele se deve a liberalização do espaço televisivo, mas no Governo tende a comportar-se como o PS no controlo da informação pública. Com Marcelo e Marques Mendes defendeu-se a privatização da RTP, mas duvido que a actual direcção do PSD mantenha esta política. Quanto ao PCP, por ele não havia televisão privada e o PP tem uma posição pouco clara, embora se possa admitir que evolua para uma postura mais liberal.

Resta a opinião pública, cada vez mais sensível à manipulação política da RTP e por isso susceptível a uma exigência democrática e liberal de retirar tudo o que diga respeito à informação e comunicação das mãos do Governo. O conflito entre a "empresa" e o seu "empregado" José Rodrigues dos Santos é, apesar de todas as ambiguidades de cada uma das partes, incómodo por isso mesmo: mostra quem manda na RTP.

(No Público de 13 de Outubro de 2007.)

in http://abrupto.blogspot.com/

Aumentos (?) Função Pública

Já estou mais que preparado psicologicamente para pelo quinto ou sexto ano consecutivo vir a perder poder de compra, pois se não for pela subida de salários abaixo da inflação esperada (que quase nunca é a real) é pelo aumento da taxa de IRS aplicado a quem tiver aumentos salariais superiores à inflação (esperada, sublinho), noticia que ouvi este fim de semana e a que curiosamente mais nenhum órgão de comunicação social se referiu (terá sido algum telefonema ao José Rodrigues dos Santos ou ao Ricardo Costa?).
Não queria baixar o nível mas P... QUE OS PARIU!

Fazem programas em directo....

Quem intervém é o cromo da luta do Vai tudo abaixo...

Falar português

PRECISA-SE COM URGÊNCIA



Procuro pessoa que possua relação familiar de 2ª grau ou superior (senão o Banco de Portugal pode-se chatear) com um dos membros do conselho de administração (vulgo conselho superior) duma instituição bancária com emblema côr de rosinha pouco choc -se for membro da opus dei também é capaz de dar- com objectivo de pedir um empréstimo de valor nunca inferior áquele que segundo a manchete do Expresso deste fim de semana foi "perdoado".
Oferece-se: PEQUENO T2.

NOTA IMPORTANTE:
A resposta a este anuncio deve ser feita de forma muito discreta, não vá aquele senhor madeirense que tem umas pinturas expostas no CCB ficar irritado, pois com esta brincadeira já perdeu (só na ultima sessão da bolsa) o lucro que teve com a OPA falhada à PT e que ia servir para comprar jogadores para aquele clube com as camisolinhas côr de rosinha muito choque (dizia ele).

14 de out de 2007

(Ainda) o desaparecimento da pequena Maddie ...

Maddie e Gordon Brown
Até agora ainda não houve nenhum jornal, português ou inglês, que nos explicasse a natureza da relação de amizade entre Gordon Brown e Gerry McCann.


Sobre o "caso Maddie", já ouvi falar de quase tudo, e tudo muito esmiuçado, ao pormenor. Desde o rapto à rede de pedofilia, desde o dolo eventual ao ADN, desde os cães que farejam cadáveres aos soporíferos que supostamente foram administrados. Quase tudo foi, e é ainda, examinado à lupa, embora nem sempre satisfatoriamente. Contudo, houve algumas coisas que ainda ninguém explicou bem. Por exemplo: é Gerry McCann amigo pessoal do primeiro-ministro inglês Gordon Brown? Apenas o Público, no sábado passado, e o director deste jornal, ontem, referiram esse facto de passagem. Mas, ninguém passou da superfície. Porquê? Porque é que até agora ainda não houve nenhum jornal, português ou inglês, nem nenhuma televisão, portuguesa ou inglesa, que nos explicasse qual a natureza dessa relação de amizade, e até que ponto ela é forte?

É que isso pode ser bastante importante para perceber porque é que o "caso Maddie" tomou as dimensões que tomou, em Inglaterra, em Portugal e no resto do mundo. À medida que o processo vai avançando, e a investigação aponta na direcção da morte da menina, sendo os pais cada vez mais suspeitos, o que vamos descobrindo é que podemos ter assistido à maior e mais sofisticada operação de marketing fraudulenta de todos os tempos, destinada a convencer-nos a todos de que a criança tinha sido raptada.

Ora, e esse é o meu argumento hoje, será que a colossal dimensão dessa operação de marketing foi possível apenas porque Gerry é amigo de Gordon Brown? Ou, por outras palavras, houve um envolvimento directo da Downing Street nesta monumental mistificação planetária? Infelizmente, tudo indica que sim.

Desde os primeiros dias que houve intervenção de Gordon Brown, que logo na primeira semana disse que "o Governo inglês iria pressionar as autoridades portuguesas para resolver o caso". Depois, avançou para Portugal a cavalaria. Um dos maiores especialistas de marketing político inglês - conhecidos como 'spin doctors' - veio para a Praia da Luz dirigir as operações, e a campanha mediática do "Find Madeleine" arrancou a todo o vapor. 'Site' na net, angariação de fundos por todo o mundo, celebridades mundiais "empenhadas na causa", idas a Fátima rezar, viagens pela Europa, conversas com ministros espanhóis e não só, idas diárias à Igreja da Luz, declarações contidas dos pais, e por fim, a cereja em cima do bolo, uma audiência com Sua Santidade, Bento XVI. Um verdadeiro 'blitzkrieg' mediático, como nunca houve, nem provavelmente virá a haver tão cedo.

Mas, será isto normal? Quer dizer, será isto possível sem uma intervenção poderosa do governo inglês? A resposta é, obviamente, não. Nenhum casal teria conseguido tanta coisa em tão pouco tempo se não estivesse a ser activamente ajudado pelas mais altas esferas inglesas. Para ser recebido pelo Papa, para falar com ministros, para ter a imprensa inglesa sempre aos pés, solidária e fiel como um dócil cãozinho, é preciso poder. E esse poder só pode ter vindo directamente de Gordon Brown. Como, não sei, mas só assim se explica que existam tantos "acessores de imprensa" ou de "imagem" à volta dos McCann, e todos eles com ligações directas ao gabinete de Brown.
Só assim se explica que um casal, aparentemente anónimo e de classe média, tenha tratamento VIP nos aeroportos, nas chancelarias e na imprensa. E é espantoso que, quatro meses e tal depois do início do caso, ainda estas questões não tenham sido levantadas em público.

Até porque, e à medida que a investigação vai avançando na direcção da culpabilidade dos pais, esta situação começa a ser cada vez mais grave e duvidosa. Já viram o que será se se prova que a Downing Street foi colossalmente enganada por um amigo de Brown ? Já viram o que será se se prova que uma mega-campanha mundial arquitectada directa ou indirectamente pelo primeiro-ministro inglês se revela a maior fraude deste início de século? O "caso Maddie", de história criminal fascinante, passaria a ser um gravíssimo assunto político para a Inglaterra.

Domingos Amaral, Director da revista "Maxmen"