21 de out. de 2007

Esse Google nunca erra mesmo...


 O Google não Falha...
:

 
BOA ESSA
 

Não acredita que o Google é o melhor sistema de pesquisa do mundo?

Então tire a prova real:

1: vá para o Google: www.google.com.br

2: digite: politico honesto

3: clique no botão 'Sinto-me com sorte' e não em pesquisa Google'

4: veja o resultado

 

O político honesto não pode ser encontrado

O político que você estava procurando não pode ser encontrado ou não existe! 
É uma lenda, trocou de nome ou está eternamente fora do ar.


Por favor tente o seguinte:

  • Verifique se você está mesmo votando na pessoa certa.
  • Aguarde algumas décadas para uma renovação.
  • Não adianta clicar no botão Voltar e tentar outro.

HTTP Error 404 - Político honesto não encontrado.
Internet Information Services (IIS)


Informações técnicas (apenas para esclarecer)

  • Tenha mais calma e escolha melhor dessa vez.
  • Este site não está relacionado a nenhuma corrente ideológica, partido político ou candidato.
  • Página com algum cunho humorístico, qualquer semelhança foi só isso mesmo, coincidência.



 
 
 
 
 
 


_______________________________________________



A Luta de um Contratado - Prémios do Clube dos Jornalistas


SER JORNALISTA POR OPÇÃO.........................................



Leiam com atenção e divulguem

Prémios do Clube dos Jornalistas

 

No passado dia 25 de Setembro, decorreu no Convento do Carmo, em Lisboa, a entrega dos Prémios Gazeta, do Clube de Jornalistas. Nesta cerimónia, presidida pelo Presidente da República, João Pacheco foi um dos premiados, tendo proferido um discurso que louvamos e que é apresentado de seguida.


"Obrigado.
Obrigado à minha família. Obrigado aos jornalistas Alexandra Lucas Coelho, David Lopes Ramos, Dulce Neto e Rosa Ruela.
Obrigado a quem já conhece "O almoço ilegal está na mesa", "A caça à pedra maneirinha" e "Guardadores de sementes".

 

Parabéns aos repórteres fotográficos Nuno Ferreira Santos e Rui Gaudêncio, co-autores das três reportagens, com quem vou partilhar o prémio monetário.

 

Parabéns também ao Jacinto Godinho, ao Manuel António Pina e à Mais Alentejo, que me deixam ainda mais orgulhoso por estar aqui hoje.


Como trabalhador precário que sou, deu-me um gozo especial receber o prémio Gazeta Revelação 2006, do Clube dos Jornalistas.
A minha parte do dinheiro servirá para pagar dívidas à Segurança Social. Parece-me que é um fim nobre.


Não sei se é costume dedicar-se este tipo de prémios a alguém, mas vou dedicá-lo.
A todos os jornalistas precários.

Passado um ano da publicação destas reportagens, após quase três anos de trabalho como jornalista, continuo a não ter qualquer contrato.
Não tenho rendimento fixo, nem direito a férias, nem protecção na doença nem quaisquer direitos caso venha a ter filhos.
Se a minha situação fosse uma excepção, não seria grave. Mas como é generalizada - no jornalismo e em quase todas as áreas profissionais - o que está em causa é a democracia.

E no caso específico do jornalismo, está em risco a liberdade de imprensa.


Obrigado,

João Pacheco"



20 de out. de 2007

Milagre (Parte 2)

Fátima de Parabéns

No seguimento da saga de há semanas contra o campeão nacional,
o clube da terra das aparições veio a Belém, sempre alumiado pelo verde
choque do Bando dos 3 de Serviço -com especial relevo para o senhor da
bandeirola da bancada poente- dizer porque razões ainda se mantém em
prova: crença, fé a caminho da glória, conforme a cantiga do grupo de bombos Juboléu,
que hoje nem se dignaram a aparecer.-
Quem terá também ficado um bocado triste terá sido a Irmã Lúcia,
depois das bocas do Vaticano da semana transacta de que teria de realizar
mais milagres para ser elevada à santidade, pois as circunstâncias
do jogo não tornaram necessária a intervenção da mesma bem como
dos seus manos, também interessados na questão.
Uma última nota para os "Jornalistas" de serviço, com Carlos Manuel
em grande forma para cuspir no prato em que já comeu, tendo de ser travado muitas
vezes, pasme-se pelo vermelhão Miguel Prates.

PS - Tou também extremamente curioso para ver a "análise" dos comentadores
do sistema em relação ao lance que deu origem ao primeiro golo:
1. Será que braço de montenegrino (Puro) é diferente de braço de grego (Katsou)?
2. Será que o montenegrino teria mesmo de cortar o braço?.

Fiquem bem, que eu tenho de ir à farmácia de serviço buscar Kompensan, ou lá
como é que se chama a cena das azias: se alguém tiver ai o telefone do Coroado, é favor
mandar ao meu cuidado, que esse sabe de certeza!
 
Ah, e boa sorte para o Fátima para a fase de grupos, em que terá de se bater
com os grandes de Setubal!

Arte?

Um artista da Costa Rica, Guillermo Habacuc Vargas, expôs um cachorrinho
faminto numa galeria de arte. O cão estava preso por uma corda curta.
Ninguém alimentou ou deu água ao pobre cão que morreu durante os
dias da maldita exposição!
Isso é um absurdo!
Guillermo Habacuc Vargas foi o artista escolhido para representar o seu
país na "Bienal Centroamericana Honduras 2008".

Existe uma petição onde é pedido que ele não receba este prêmio.
Se desejarem participar na petição copiem o link abaixo para o vosso Browser e assinem preenchendo o Nome, email, Localidade e País.

http://www.petitiononline.com/13031953/petition.html



 

Racismo

Numa discoteca africana

- A minina dança?

A mulatinha levanta-se:

- Não, vô mijá.

- Vai mijá mas vorta?

- Não, vou mijá embora!

Rock in Rio Lisboa 2006

Xutos & Pontapés - Sou Bom

A Boca do dia

"Vejo que nestes últimos 15 dias fui eu quem trouxe as críticas de arbitragem ao futebol português. Fico satisfeito por ter trazido mais uma novidade" - Paulo Bento, respondendo com ironia a Camatxo (como se chama agora segundo os "jornalistas" desportivos) que devia pensar que estava a falar com o Orelhas dos pneus.

O Post do dia

Sacado de http://tirem-me-deste-filme.blogspot.com:

19 de out. de 2007

Rica boca de Incêndio!





Faz mais pela cultura portuguesa em 10 min q 100 Isabeis Pires de Lima.
tenho dito

Estes queriam brincar com os tugas....


Abaixo Assinado

Exm.º Sr. José Manuel (Durão) Barroso
Presidente da Comissão Europeia
Bruxelas

Vimos pelo presente rogar encarecidamente a V.ª Exc.ª que se digne, no organismo que tão brilhantemente -como é seu apanágio- dirige, descobrir um cargo para o Sr.Eng.º José Sócrates para que todos os Europeus fiquem com o síndrome de choque tecnológico que assola este povo à beira mar "downloadado".
Estamos crentes que o povo Português ficaria de tal modo em dívida para consigo que não temos a menor dúvida de que daqui a uns 8 anitos (quando o Sr. que aprecia bastante o Bolo Rei atingir a tão merecida reforma) V.ª Exc.ª seria carregado em ombros até ao Palácio de Belém.
Antecipadamente gratos pela atenção dispensada,
MOVIMENTO UPLOAD PARA A EUROPA.

Descobre as diferenças

Futebolices

Incorrigíveis

E tu, escreves ou lês?

18 de out. de 2007

Dá que pensar...

Os Ingleses começam a abrir os olhos

Os Mcaan e o Sr. Primeiro-Ministro Inglês começam a ver a vida a andar para trás...
Escritora inglesa vencedora do Booker Prize (prémio Camões lá do sítio) desanca forte e feio nos pais de Maddie.


Diary
Anne Enright

It is very difficult to kill a child by giving it sedatives, even if killing it is what you might want to do. I asked a doctor about this, one who is also a mother. It was a casual, not a professional conversation, but like every other parent in the Western world, she had thought the whole business through. She said that most of the sedatives used on children are over-the-counter antihistamines, like the travel sickness pills that knocked me and my daughter out on an overnight ferry to France recently. It would also be difficult, she told me, to give a lethal dose of prescription sleeping tablets, which these days are usually valium or valium derivatives, ‘unless the child ate the whole packet’. If the child did so, the short-term result would not be death but a coma. Nor could she think of any way such an overdose would lead to blood loss, unless the child vomited blood, which she thought highly unlikely. She said it was possible that doctors sedated their children more than people in other professions but that, even when she thought it might be a good idea (during a transatlantic flight, for example), she herself had never done so, being afraid that they would have a ‘paradoxical rage reaction’ – which is the medical term for waking up half out-of-it and tearing the plane apart.

I thought I had had one of those myself, in a deeply regretted incident at breakfast on the same ferry when my little son would not let me have a bite of his croissant and I ripped the damn pastry up and threw it on the floor. She said that no, the medical term for that was a ‘drug hangover’, or perhaps it was just the fact that an overnight ferry was not the best place to begin a diet. We then considered the holidays with children that we have known.

How much do doctors drink? ‘Lots,’ she said. Why are the McCanns saying they didn’t sedate the child? ‘Why do you think?’ Besides, it was completely possible that the child had been sedated and also abducted – which was a sudden solution to a problem I did not even know I had: namely, if the girl in the pink pyjamas was being carried off by a stranger, why did she not scream? Sedation had also been a solution to the earlier problem of: how could they leave their children to sleep unprotected, even from their own dreams?

But sedation was not the final answer, after all.

If someone else is found to have taken Madeleine McCann – as may well be the case – it will show that the ordinary life of an ordinary family cannot survive the suspicious scrutiny of millions.

In one – completely unverified – account of her interrogation, Kate McCann is said to have responded to the accusation that the cadaver dog had picked up the ‘scent of death’ on her clothes by saying that she had been in contact with six dead patients in the weeks before she came on holiday. My doctor friend doubted this could be true of a part-time GP, unless, we joked, she had ‘done a Shipman’ on them. Then, of course, we had to row back, strenuously, and say that even if something had happened between mother and child, or between father and child, in that apartment, even if the child just fell, then Kate McCann was still the most unfortunate woman you could ever lay eyes on.

And we are obliged to lay eyes on her all the time. This makes harridans of us all.

The move from unease, through rumour, to mass murder took no time flat. During the white heat of media allegations against Madeleine’s parents, my husband came up the stairs to say that they’d all been wife-swapping – that was why the other diners corroborated the McCanns’ account of the evening. This, while I was busy measuring the distance from the McCanns’ holiday apartment down the road to the church on Google Earth (0.2 miles). I said they couldn’t have been wife-swapping, because one of the wives had brought her mother along.

‘Hmmmm,’ he said.

I checked the route to the open roadworks by the church, past a car park and a walled apartment complex, and I thought how easy it would be to carry my four-year-old son that distance. I had done that and more in Tenerife, when he decided against walking. Of course he was a live and not a dead weight, but still, he is a big boy. Too big to fit into the spare-tyre well of a car, as my father pointed out to me later, when it seemed like the whole world was figuring out the best way to kill a child.

‘She was only a slip of a thing,’ I said.

I did not say that the body might have been made more pliable by decomposition. And I had physically to resist the urge to go out to my own car and open the boot to check (get in there now, sweetheart, and curl up into a ball). Then, as if to pass the blame back where it belonged, I repeated my argument that if there is 88 per cent accurate DNA from partly decomposed bodily fluids found under the carpet of the boot of the hired car, then these people had better fly home quick and get themselves another PR company.

If.

Who needs a cadaver dog when you have me? In August, the sudden conviction that the McCanns ‘did it’ swept over our own family holiday in a peculiar hallelujah. Of course they had. It made a lot more sense to me than their leaving the children to sleep alone.

I realise that I am more afraid of murdering my children than I am of losing them to a random act of abduction. I have an unhealthy trust of strangers. Maybe I should believe in myself more, and in the world less, because, despite the fact that I am one of the most dangerous people my children know, I keep them close by me. I don’t let them out of my sight. I shout in the supermarket, from aisle to aisle. I do this not just because some dark and nameless event will overtake them before the checkout, but also because they are not yet competent in the world. You see? I am the very opposite of the McCanns.

Distancing yourself from the McCanns is a recent but potent form of magic. It keeps our children safe. Disliking the McCanns is an international sport. You might think the comments on the internet are filled with hatred, but hate pulls the object close; what I see instead is dislike – an uneasy, unsettled, relentlessly petty emotion. It is not that we blame them – if they can be judged, then they can also be forgiven. No, we just dislike them for whatever it is that nags at us. We do not forgive them the stupid stuff, like wearing ribbons, or going jogging the next day, or holding hands on the way into Mass.

I disliked the McCanns earlier than most people (I’m not proud of it). I thought I was angry with them for leaving their children alone. In fact, I was angry at their failure to accept that their daughter was probably dead. I wanted them to grieve, which is to say to go away. In this, I am as bad as people who complain that ‘she does not cry.’

On 25 May, in their first television interview, given to Sky News, Gerry McCann spoke a little about grief, as he talked about the twins. ‘We’ve got to be strong for them, you know, they’re here, they do bring you back to earth, and we cannot, you know, grieve one. We did grieve, of course we grieved, but ultimately we need to be in control so that we can influence and help in any way possible, not just Sean and Amelie, but the investigation.’

Most of the animosity against the McCanns centres on the figure of Madeleine’s beautiful mother. I am otherwise inclined. I find Gerry McCann’s need to ‘influence the investigation’ more provoking than her flat sadness, or the very occasional glimpse of a wounded narcissism that flecks her public appearances. I have never objected to good-looking women. My personal jury is out on the issue of narcissism in general; her daughter’s strong relationship with the camera lens causes us a number of emotions, but the last of them is always sorrow and pain.

The McCanns feel guilty. They are in denial. They left their children alone. They cannot accept that their daughter might be dead. Guilt and denial are the emotions we smell off Gerry and Kate McCann, and they madden us.

I, for example, search for interviews with them, late at night, on YouTube. There is so much rumour; I listen to their words because they are real, because these words actually did happen, one after the other. The focus of my ‘dislike’ is the language that Gerry McCann uses; his talk of ‘information technology’ and ‘control’, his need to ‘look forward’.

‘Is there a lesson here, do you feel, to other parents?’

‘I think that’s a very difficult thing to say, because, if you look at it, and we try to rationalise things in our head and, ultimately, what is done is done, and we continually look forward. We have tried to put it into some kind of perspective for ourselves.’

He lays a halting and agonised emphasis on the phrase ‘what is done is done,’ and, at three in the morning, all I can hear is Lady Macbeth saying this line after the murder of Duncan, to which her husband replies: ‘We have scorched the snake, not killed it.’ Besides, what does he mean? Who did the thing that has been done? It seems a very active and particular word for the more general act of leaving them, to go across the complex for dinner.

There are problems of active and passive throughout the McCanns’ speech. Perhaps there are cultural factors at play. I have no problem, for example, with Kate McCann’s reported cry on the night of 3 May: ‘They’ve taken Madeleine.’ To my Irish ears ‘they’ seems a common usage, recalling Jackie Kennedy’s ‘I want the world to see what they’ve done to my Jack’ at Dallas. I am less happy with the line she gives in the interview when she says: ‘It was during one of my checks that I discovered she’d gone.’ My first reaction is to say that she didn’t just go, my second is to think that, in Ireland, ‘she’d gone’ might easily describe someone who had slipped into an easy death. Then I rewind and hear the question, ‘Tell us how you discovered that Madeleine had gone?’ and realise that no one can name this event, no one can describe the empty space on Madeleine McCann’s bed.

Perhaps there is a Scottish feel to Gerry McCann’s use of ‘done’. The word is repeated and re-emphasised when he is asked about how Portuguese police conducted the case, particularly in the first 24 hours. He says: ‘I think, em, you know, we are not looking at what has been done, and I don’t think it helps at this stage to look back at what could and couldn’t have been done . . . The time for these lessons to be learned is after the investigation is finished and not now.’

I am cross with this phrase, ‘after the investigation is finished’. Did he mean after they’d packed up their charts and evidence bags and gone home? Surely what they are involved in is a frantic search for a missing child: how can it be finished except by finding her, alive or dead? Why does he not say what he means? Again, presumably because no one can say it: there can be no corpse, killed by them or by anyone else. Still, the use of the word ‘investigation’ begins to grate (elsewhere, Kate McCann said that one of the reasons they didn’t want to leave Portugal is that they wanted ‘to stay close to the investigation’). Later in the interview the word changes to the more banal but more outward-looking ‘campaign’. ‘Of course the world has changed in terms of information technology and the speed of response, you know, in terms of the media coming here and us being prepared, em, to some extent to use that to try and influence the campaign, but above all else, it’s touched everyone. Everyone.’

The sad fact is that this man cannot speak properly about what is happening to himself and his wife, and about what he wants. The language he uses is more appropriate to a corporate executive than to a desperate father. This may be just the way he is made. This may be all he has of himself to give the world, just now. But we are all used to the idea of corporations lying to us, one way or another – it’s part of our mass paranoia, as indeed are the couple we see on the screen. No wonder, I think, they will not speak about that night.

Then I go to bed and wake up the next day, human again, liking the McCanns.

Frase do Dia

Segundo o Bastonário da Ordem dos Médicos, as possibilidades de alguém contrair HIV por vir a ser operado por um cirurgião que supostamente é portador do vírus são "praticamente inexistentes"!
Eu não tenho nada contra isso, e até percebo a boa fé do Sr. Presidente do Sindicato dos Médicos (Bastonário da Ordem peço desculpa) mas dizer isto num país em que muitas pessoas contraem doenças contagiosas em Hospitais Públicos por os senhores doutores simplesmente não lavarem as mãos entre atendimentos parece-me pouco encorajador...

Palhaaaaaaaaaaaaaaaço!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Gostava de ter visto a casting para este "programa", porque pela amostra os concorrentes deviam ser de alto calibre social.
Mas se calhar a resposta está no final do video

Que narsa!

Com pais destes...

Estes gajos tamém são do norte, carago!!!

http://humorcao.blgospot.com

Tele-Rural 16/10

Também tu, Fernando?

Olhem bem do que nos livramos!

Este hoje está pouco "loira"!

Como?

Estes é que a levam direita!

Tesourinho deprimente 14/10

A liberdade que temos...

16 de out. de 2007

Tele-Rural 16/10

Quem manda na RTP?

Com a devida vénia ao autor original do texto, aqui vai disto:

Os acontecimentos mais recentes que envolveram a RTP, José Rodrigues dos Santos e o Público, com troca de acusações, processos disciplinares, são mais um lembrete da condição de servidão da RTP ao Governo. O presidente do conselho de administração fala do que aconteceu na sua "empresa" e com o seu "empregado", como se estivéssemos perante um mero problema laboral. A linguagem é enganadora porque se se trata de uma "empresa" então a cadeia hierárquica é outra, começa no verdadeiro presidente do conselho de administração, José Sócrates, primeiro-ministro; no administrador executivo, Santos Silva, ministro; e quando se chega ao topo da RTP estamos mais ao nível do director-geral, que depois decide as chefias mais abaixo, incluindo o cargo crucial de director de informação. Esta "empresa" não está no mercado como as outras, não depende da banca, nem dos accionistas, nem da bolsa, pratica concorrência desleal porque a sua existência depende do dinheiro do contribuinte distribuído generosamente pelo Orçamento de Estado, para garantir uma função que tem directa relevância para o poder político e é por ele controlada. A RTP é caríssima, mesmo em tempos de vacas magras como os de hoje, recebe uma fatia de dinheiros públicos pura e simplesmente gigantesca, o que revela bem o carácter estratégico da sua "posse" pelos Governos.



Este conflito da "empresa" com o seu "empregado" José Rodrigues dos Santos volta de novo a colocar a questão mais sensível que afecta a RTP e, por contágio, todo o resto do sistema de comunicação social do Estado, em particular a RDP, que é menos escrutinada, mas que suscita os mesmos problemas da RTP. Consultando uns recortes que tenho guardados pro memoria numa pasta que diz RTP, vejo sem surpresa que muitos dos seus títulos de antigamente podiam encimar as notícias de hoje sem qualquer alteração. Em 1974, 1975, 1976, 1977, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1983, 1984, 1985, 1986, 1987, 1988, 1989, 1990, 1991, 1992, 1993, 1994, 1995, 1996, 1997, 1998, 1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004, 2005, 2006 e 2007, ou seja, desde o século passado até aos dias de hoje, a que se podia acrescentar a RTP salazarista-caetanista, ou seja, desde a fundação, há 50 anos, e poupo-vos da lista de anos anteriores ao 25 de Abril, que as polémicas envolvendo a RTP dizem respeito ao seu controlo pelo Governo, à sua informação governamentalizada, ao seu papel como instrumento de propaganda, como "aparelho ideológico do Estado".



Um exemplo entre muitos do tipo de problemas que envolvem a relação entre o poder político e a RTP: conflito entre trabalhadores da RTP e António Costa, então ministro, em Abril de 2001.

Sabendo-se tudo isto, só se pode concluir que deve haver aqui um pequeno problema estrutural, que passa todas as conjunturas e todos os Governos, não é? Claro que há e esse problema estrutural é a posse pelo Estado, logo pelo controlo governamental, de órgãos de comunicação social. Se isso teve uma justificação histórica nalguns países europeus, nos anos 50, 60 e 70, essa justificação já está há muito ultrapassada quando a evolução tecnológica e a massificação das audiências tornaram a televisão um negócio lucrativo e diversificaram as suas plataformas de modo a fornecerem (pelo cabo, pela Internet) todo um conjunto de opções televisivas plurais e baratas. A manutenção de televisões do Estado, mesmo que já sem monopólio como durante muitos anos aconteceu, é uma sobrevivência do tempo em que fazer e transmitir televisão era difícil e caríssimo, e se justificava que os Governos tomassem a iniciativa de oferecer esse serviço. Mas de há muito que a renitência de vários Governos europeus em não quererem largar a mão das suas televisões "públicas" só tem razões políticas e ideológicas. As primeiras têm a ver com a manutenção de órgãos de informação com agendas que o poder político controla, a segunda, porque socialistas e comunistas defendem um controlo do Estado do espaço público, considerando que a lógica empresarial privada perverte esse espaço e é "moralmente" inferior.

A solução para este tipo de conflitos de 1974, 1975, 1976, etc., etc., é só uma e só depende da vontade política: privatizar a RTP, acabar com a comunicação social pública, que não é uma função que incumba ao Estado, bem pelo contrário, e garantir de outros modos aquilo que se considera ser serviço público, meios mais baratos, mais eficazes e acima de tudo menos manipuladores. Ter "serviço público" não é sinónimo de ter canais "públicos" nem televisão "pública". O "serviço público" não justifica a existência da RTP.

Contrariamente ao que dizem os defensores da televisão pública, não existe nenhum problema técnico inultrapassável, nem nenhuma complexidade essencial: uma vez definido um "serviço público" mínimo (ou até, se quiserem, numa fase de transição, máximo), este pode ser contratado com as televisões privadas a preços infinitamente inferiores ao que custa manter a pesada estrutura da RTP, e sem qualquer prejuízo do telespectador. É interessante ver que, quando se fala da privatização da RTP, há todo um clamor sobre a insuficiência do mercado publicitário para sustentar mais canais televisivos, como se os seus defensores fossem muito sensíveis à saúde do mercado privado, embora se saiba que há candidatos para comprar esses canais. Ao mesmo tempo, a RTP pratica uma concorrência desleal pagando preços exorbitantes para manter o futebol, concursos, séries e outras pièces de résistance destinadas às grandes audiências que são canalizadas para os telejornais.

Depois aparece sempre o argumento dos canais como a RTP Internacional, África, Memória, etc. Os canais especializados podem ser privatizados à parte, e, mesmo que, nos contratos a fazer com privados, as suas actividades se mantenham fortemente subsidiadas, é possível manter os canais que exercem funções de "negócios estrangeiros", e que não são propriamente órgãos de comunicação, como a RTP África. Há mil e uma soluções possíveis para se manter o que é efectivamente "serviço público", mesmo que se aceite uma definição extensiva desse "serviço", sem que o Estado (e o Governo) mantenha órgãos de informação sob o seu controlo, nem o modelo da RTP.

Para além disto tudo, com a televisão a mudar tecnologicamente, não há razão para que o Estado, tão cioso de gastar milhões na sua televisão, não os possa gastar para democratizar o acesso ao cabo e à rede, diminuindo a dependência das emissões de sinal aberto e valorizando as opções plurais dos telespectadores, mantidos sob a hegemonia das televisões generalistas, nas quais a RTP não faz muita diferença da SIC e da TVI. Nada disto, insisto, é impossível, nem sequer muito complexo, exige apenas vontade política, que é o que falta.

Esta mudança não virá do PS e, como as coisas estão, também não virá do PSD. O PS opôs-se à privatização de toda a comunicação social do Estado, se dependesse do PS o Diário de Noticias ainda seria do Estado, e opôs-se ao fim do monopólio da RTP e à criação dos canais privados. O PSD tem oscilado, a ele se deve a liberalização do espaço televisivo, mas no Governo tende a comportar-se como o PS no controlo da informação pública. Com Marcelo e Marques Mendes defendeu-se a privatização da RTP, mas duvido que a actual direcção do PSD mantenha esta política. Quanto ao PCP, por ele não havia televisão privada e o PP tem uma posição pouco clara, embora se possa admitir que evolua para uma postura mais liberal.

Resta a opinião pública, cada vez mais sensível à manipulação política da RTP e por isso susceptível a uma exigência democrática e liberal de retirar tudo o que diga respeito à informação e comunicação das mãos do Governo. O conflito entre a "empresa" e o seu "empregado" José Rodrigues dos Santos é, apesar de todas as ambiguidades de cada uma das partes, incómodo por isso mesmo: mostra quem manda na RTP.

(No Público de 13 de Outubro de 2007.)

in http://abrupto.blogspot.com/

Aumentos (?) Função Pública

Já estou mais que preparado psicologicamente para pelo quinto ou sexto ano consecutivo vir a perder poder de compra, pois se não for pela subida de salários abaixo da inflação esperada (que quase nunca é a real) é pelo aumento da taxa de IRS aplicado a quem tiver aumentos salariais superiores à inflação (esperada, sublinho), noticia que ouvi este fim de semana e a que curiosamente mais nenhum órgão de comunicação social se referiu (terá sido algum telefonema ao José Rodrigues dos Santos ou ao Ricardo Costa?).
Não queria baixar o nível mas P... QUE OS PARIU!

Fazem programas em directo....

Quem intervém é o cromo da luta do Vai tudo abaixo...

Falar português

PRECISA-SE COM URGÊNCIA



Procuro pessoa que possua relação familiar de 2ª grau ou superior (senão o Banco de Portugal pode-se chatear) com um dos membros do conselho de administração (vulgo conselho superior) duma instituição bancária com emblema côr de rosinha pouco choc -se for membro da opus dei também é capaz de dar- com objectivo de pedir um empréstimo de valor nunca inferior áquele que segundo a manchete do Expresso deste fim de semana foi "perdoado".
Oferece-se: PEQUENO T2.

NOTA IMPORTANTE:
A resposta a este anuncio deve ser feita de forma muito discreta, não vá aquele senhor madeirense que tem umas pinturas expostas no CCB ficar irritado, pois com esta brincadeira já perdeu (só na ultima sessão da bolsa) o lucro que teve com a OPA falhada à PT e que ia servir para comprar jogadores para aquele clube com as camisolinhas côr de rosinha muito choque (dizia ele).

14 de out. de 2007

(Ainda) o desaparecimento da pequena Maddie ...

Maddie e Gordon Brown
Até agora ainda não houve nenhum jornal, português ou inglês, que nos explicasse a natureza da relação de amizade entre Gordon Brown e Gerry McCann.


Sobre o "caso Maddie", já ouvi falar de quase tudo, e tudo muito esmiuçado, ao pormenor. Desde o rapto à rede de pedofilia, desde o dolo eventual ao ADN, desde os cães que farejam cadáveres aos soporíferos que supostamente foram administrados. Quase tudo foi, e é ainda, examinado à lupa, embora nem sempre satisfatoriamente. Contudo, houve algumas coisas que ainda ninguém explicou bem. Por exemplo: é Gerry McCann amigo pessoal do primeiro-ministro inglês Gordon Brown? Apenas o Público, no sábado passado, e o director deste jornal, ontem, referiram esse facto de passagem. Mas, ninguém passou da superfície. Porquê? Porque é que até agora ainda não houve nenhum jornal, português ou inglês, nem nenhuma televisão, portuguesa ou inglesa, que nos explicasse qual a natureza dessa relação de amizade, e até que ponto ela é forte?

É que isso pode ser bastante importante para perceber porque é que o "caso Maddie" tomou as dimensões que tomou, em Inglaterra, em Portugal e no resto do mundo. À medida que o processo vai avançando, e a investigação aponta na direcção da morte da menina, sendo os pais cada vez mais suspeitos, o que vamos descobrindo é que podemos ter assistido à maior e mais sofisticada operação de marketing fraudulenta de todos os tempos, destinada a convencer-nos a todos de que a criança tinha sido raptada.

Ora, e esse é o meu argumento hoje, será que a colossal dimensão dessa operação de marketing foi possível apenas porque Gerry é amigo de Gordon Brown? Ou, por outras palavras, houve um envolvimento directo da Downing Street nesta monumental mistificação planetária? Infelizmente, tudo indica que sim.

Desde os primeiros dias que houve intervenção de Gordon Brown, que logo na primeira semana disse que "o Governo inglês iria pressionar as autoridades portuguesas para resolver o caso". Depois, avançou para Portugal a cavalaria. Um dos maiores especialistas de marketing político inglês - conhecidos como 'spin doctors' - veio para a Praia da Luz dirigir as operações, e a campanha mediática do "Find Madeleine" arrancou a todo o vapor. 'Site' na net, angariação de fundos por todo o mundo, celebridades mundiais "empenhadas na causa", idas a Fátima rezar, viagens pela Europa, conversas com ministros espanhóis e não só, idas diárias à Igreja da Luz, declarações contidas dos pais, e por fim, a cereja em cima do bolo, uma audiência com Sua Santidade, Bento XVI. Um verdadeiro 'blitzkrieg' mediático, como nunca houve, nem provavelmente virá a haver tão cedo.

Mas, será isto normal? Quer dizer, será isto possível sem uma intervenção poderosa do governo inglês? A resposta é, obviamente, não. Nenhum casal teria conseguido tanta coisa em tão pouco tempo se não estivesse a ser activamente ajudado pelas mais altas esferas inglesas. Para ser recebido pelo Papa, para falar com ministros, para ter a imprensa inglesa sempre aos pés, solidária e fiel como um dócil cãozinho, é preciso poder. E esse poder só pode ter vindo directamente de Gordon Brown. Como, não sei, mas só assim se explica que existam tantos "acessores de imprensa" ou de "imagem" à volta dos McCann, e todos eles com ligações directas ao gabinete de Brown.
Só assim se explica que um casal, aparentemente anónimo e de classe média, tenha tratamento VIP nos aeroportos, nas chancelarias e na imprensa. E é espantoso que, quatro meses e tal depois do início do caso, ainda estas questões não tenham sido levantadas em público.

Até porque, e à medida que a investigação vai avançando na direcção da culpabilidade dos pais, esta situação começa a ser cada vez mais grave e duvidosa. Já viram o que será se se prova que a Downing Street foi colossalmente enganada por um amigo de Brown ? Já viram o que será se se prova que uma mega-campanha mundial arquitectada directa ou indirectamente pelo primeiro-ministro inglês se revela a maior fraude deste início de século? O "caso Maddie", de história criminal fascinante, passaria a ser um gravíssimo assunto político para a Inglaterra.

Domingos Amaral, Director da revista "Maxmen"

30 de set. de 2007

"Jornalistas"

Este Querido Manha (um nome revelador) é um lírico! "Esta gente tem de perceber as regras"... Que regras são essas? As da lei do futebol ou as que hão de vir compiladas, daqui a uns anos, numa biografia de alguém pouco escrupuloso e a precisar de papel?
O Outro jornalista, o de carapinha com gel, hoje estava irreconhecível... Já lhe vi melhores dias. Hoje até reconheceu que ficou por marcar um penalty a favor do Sporting!...

29 de set. de 2007

O Auricular côr-de-rozinha...

Deixo aqui desde já a minha ideia para o nome de código da próxima operação da polícia, que esta estória está a tomar contornos muito non-sense.
Axo que vocês sabem do que é que eu estou a falar...

Luis Filipe Meneses ganha

Noticia SIC

27 de set. de 2007

Sic Noticias: Santana Lopes vs Chegada ao aeroporto do Special One

Santana Lopes reagiu ontem com indignação por a sua intervenção (feita após muitos "sacrifícios pessoais") ter sido interrompida pela transmissão em directo da chegada de José Mourinho ao aeroporto. eheheheheh!






Melhor do que isto, só quando o presidente de um dos grandes do futebol português invadiu os estúdios durante a transmissão, em directo, de um programa desportivo tipo conversa da treta...

Palavras para quê?

"Perante as evidências que resultam do visionamento das imagens televisivas, reconheço que houve um claro erro de arbitragem” diz Duarte Gomes ["árbitro de futebol"/sócio do Benfica] , admitindo que “pelo momento do jogo em que aconteceu e pelas características da competição, teve consequências que fazem com que pese ainda mais sobre a equipa de arbitragem”.

O árbitro lembra que a decisão “foi tomada pela equipa de arbitragem” e que na qualidade de "chefe dessa equipa” deve “assumir o erro cometido”.


in Jornal Record

Ficamos hoje a saber que afinal, também há loiras em Marrocos, o que não impede, no entanto, a proliferação de camelos no continente europeu, em particular nas ilhotas ali para os lados do mar do norte!

26 de set. de 2007

Fátima em frente na Carlsberg Cup

Nª Srª de Fátima voltou esta noite, contrariando assim noticias veiculadas insistentemente no Inimigo Público. O resultado foi 4-2 após marcação de grandes penalidades.